• José Tavares

Para fora das margens


Sair das próprias margens é a tentação e o desejo dos homens destes tempos. Acontece na ciência, na política, na sociedade, na cidade, na rua, no campo, na vida. Trata-se de uma aspiração que vem do fundo do humano mas que entra em contradição no quotidiano com a sua ação individual e coletiva. Não queremos margens, fronteiras, limites mas colocamos linhas de diferentes cores, barreiras intransponíveis entre nós e os outros. Basta ler e ouvir o que as pessoas dos mais diversos estratos sociais, profissões, ideologias, crenças e modos de vida escrevem e dizem para não ter grandes dúvidas sobre isso. Apesar desta imensa, infinita abertura de tudo aquilo que é verdadeiramente humano, a mesquinhez, a tacanhez de espírito, para não dizer a malvadez, é a que mais se vê sair, infelizmente, para fora das marcas ou das margens. De qualquer modo, gosto deste símbolo com as cores do arco íris porque me acalma e inquieta em serena paz de espírito.

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