• José Tavares

Conviver em sua casa com a Covid-19

Atualizado: 13 de jan.


Costuma dizer-se que se pode bem com o mal dos outros. Conviver a dois com a Covid-19, em casa, é, em todo o caso, uma experiência diferente. Após alguns dias, a julgar que se tratava apenas de "uma gripesinha" chegou a informação "positivo". Fraquinho mas positivo. Não queríamos acreditar! Pois, por onde é que entrou? Perguntávamos? Tomámos duas doses e reforço da vacina. Houve, na verdade, duas idas ao hospital da minha esposa, entretanto, mas o cuidado não foi descurado, acrescentávamos. Mas Covid já cá está, em casa, e, o mais provável, é estarmos os dois infetados e, por isso, seguimos a nossa vida com calma e normalmente. Verificamos, no entanto, que havia qualquer coisa diferente a que seria preciso dar mais atenção. E começamos a pensar na estratégia a seguir. O andar é relativamente espaçoso e começamos a demarcar os lugares onde teríamos de andar com máscara e aqueles em que poderíamos andar sem máscara ou manter simplesmente as distâncias. No dia seguinte, fui fazer o teste e deu negativo. Portanto ficamos a ter que lidar com um positivo e um negativo. Como a carga viral poderia ter aumentado dado o vírus, entretanto, ter adquirido uma competência de contágio maior, mantivemos a estratégia, mas com cuidados acrescidos. Para já as coisas estão mais ou menos estáveis, mas temos que reconhecer que do lado da linha de saúde 24, a assistência foi bastante dececionante. O sistema estava sob pressão, mas, mesmo assim, revelou-se muito pouco eficaz. Tivemos sorte porque a situação aparentemente não era muito grave, dado, muito provavelmente, ao papel desempenhado pelas vacinas. De qualquer modo, é uma experiência que, nestas alturas, as pessoas não gostam de ter, mas aprende-se aquilo a que certamente nos temos que ir habituando: conviver com este vírus e com outros que, com certeza, se lhe seguirão.


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