• José Tavares

A partida de um amigo às mãos da covid-19

Atualizado: Fev 13


Colegas nos bancos da Universidade de Lovaina e em muitas outras lides académicas em Universidades Portuguesas, portas sempre abertas em sua casa onde era recebido com sorrisos amigos da Donzília, da Maria Cecília, da Gabi e do ainda bebé Nuno, o Manuel Augusto Ferreira da Silva, com quem tinha tido uma longa conversa ao telefone há cerca de um mês, deixa-me imensa saudade e muitas recordações inolvidáveis. Nesta hora da fé e da esperança na vida do além-tempo que a Filosofia, que ambos professávamos, não compreende mas reconhece, a minha oração é que descanse em paz para sempre. A Gabi, sua filha, que conheci quando tinha 3 ou 4 anos, dizia-me esta manhã: " o meu pai foi um guerreiro mas não havia nada a fazer a covid foi mais forte". O meu irmão médico, no Santo António, e minha cunhada também médica, estiveram ao seu lado e o meu paI aguentou tudo com grande lucidez, mas não se chegou a aperceber que a minha mãe esteve também internada na mesma sala e ao mesmo tempo. Senti esta despedida como se de um irmão se tratasse porque era isso o que, no fundo, nós éramos há muito tempo. Descanse em paz. À esposa, Donzília, às filhas, Cecília e Gabi e aos netos, aqui deixo um grande abraço com muita pena e saudade.

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